Fato notório
A moça entrou no escritório do Dr. Alceu, que fica em Porto Alegre, pedindo reconhecimento de paternidade do seu filho. Lucinha, que era de Bagé, bem como o Dr. Alceu, filha de um empresário conhecido na cidade, dizia que Rubinho era o pai de seu filho. Eram tempos difíceis para as moças os dos anos 70, ficavam “faladas” se fossem mães solteiras, por isso queria que o rapaz assumisse o filho e a ela.
Para tanto, era preciso de provas para acusar o suposto pai. Detalhe: era num tempo em que não existia teste de DNA. Dr. Alceu perguntou se a moça tinha alguma carta do namorado, nenhuma. Questionou se ela havia contado para alguma amiga... Nada, para ninguém. Se alguém tinha visto os dois juntos, também não. Era um amor secreto, tão secreto que não existiam provas. Nadinha.
Dr. Alceu, então, disse para Lucinha que no momento não podia ser feito nada, mas que retornasse em um ano ao escritório. Nada podendo fazer, tampouco compreendendo o porquê daquilo, saiu resignada.
O advogado, recordando do tempo em que morava em Bagé, procurou lembrar-se dos conhecidos, pessoas faladeiras, comunicativas. Uma viagem até Bagé, uma parada no café central da cidade, espera pela pessoa certa, que tem a esposa certa...
- Pois é Joaquim, nem te conto! Sabe a filha do dono do supermercado, a Lucinha?
- Sei, o que tem ela?!
- Não, melhor deixar pra lá, é segredo, estou trabalhando num processo...
- Conta, vai!
- Não, é segredo.
- Ah, conta, só entre nós!
- Sabe o filho dela, pois é, o pai do menino é o Rubinho.
- É mesmo!
- Mas, oh, é segredo!
- Pode deixar!
Acontece que Dona Divina soube do segredo que lhe fora confidenciado pelo marido, o Seu Joaquim. Ela trabalhava no único salão de beleza daquela época na cidade e também gostava de distribuir novidades da vida alheia.
Não precisou de um ano, seis meses depois Lucinha retorna ao escritório. “Não sei como Dr. Alceu, mas as pessoas estão comentando que o Rubinho é pai do Paulinho.” Então, disse o advogado, podemos entrar com a ação.
Na audiência o Juiz pergunta:
- Alguma prova, doutor?
- É fato notório, excelência! Todos sabem, pergunte por aí...
O próprio Juiz já tinha ouvido falar.
Rubinho e Lucinha tiveram mais um filho e até hoje vivem felizes.
Patrícia de Castro Bandeira
Vamos dialogar sobre tudo, desde Literatura, questões de sentimentos humanos a problemas sociais. Sintam-se em casa!
sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Carlos Drumond de Andrade : As sem-razões do amor
Meu predileto poeta, Drumond, brinca com o título ironizando as muitas razões que normalmente temos para amar. Esse poema é um dos meus favoritos.
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Marcadores:
Escritores,
Poesias
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Charlie Chaplin: Quando me amei de verdade
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez.
Isso é... Plenitude.
Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin
Marcadores:
Diálogos,
Escritores,
Homens importantes
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Steve Jobs: Discurso para a vida
Semana passada uma ex-colega de faculdade, ontem foi a vez de Steve Jobs partir deste mundo.
Nosso tempo aqui é limitado, porém procuramos esquecer disso para nos proteger. Nos imaginamos eternos para suportar a dor de saber que um dia perderemos o que temos de mais precioso, nosso bem maior: aqueles a quem amamos.
.
Mas Steve Jobs esteve frente a frente com a morte e nos ensina, genialmente, sensivelmente, humanamente, como devemos encarar a vida que ainda temos:
.
"Lembrar que vai morrer em breve é a mais importante ferramenta que já encontrei para fazer grandes escolhas na vida... [...] Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que conheço de evitar a armadilha de imaginar que se tem algo a perder... já está nu, não há razão para não seguir seu coração." (Discurso de Jobs em Stanfor, 2005)
.
O difícil é ter coragem, mas vale a reflexão a todos nós que temos medo de mudanças, aventuras, sonhos, desejos...
.
Steve certa vez leu isso, o que lhe fez refletir:
"Se você viver todos os dias como se fosse o último, ocasionalmente você acertará..."
Marcadores:
Diálogos,
Homens importantes
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Nirvana - Where did you sleep last night
Curto essa, mas tem várias outras do mesmo show do Nirvana que foi o Acústico MTV de que gosto muito.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Morro dos ventos uivantes - livro, filme e canção
Na verdade, assisti a versão de 1992 com Juliette Binoche, que está abaixo, mas indico o vídeo de cima (versão de 2009) pela música que, além de retratar a história de Cathy e Heathcliff, é música de minha infância. Quando pequena não fazia ideia de sua beleza e tampouco do belo livro que havia sido tema de inspiração para Kate Bush.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A história do mundo em 6 obras de arte na Superinteressante
A história do mundo em 6 obras de arte
O caminho que uma peça de arte faz até virar estrela de museu às vezes é tortuoso. Algumas testemunharam revoluções. Outras, perseguição política. Tem uma que quase foi para o lixo. Veja o que a história particular de 6 delas revela sobre a humanidade.
http://super.abril.com.br/cultura/historia-mundo-6-obras-arte-629053.shtml
Muito bom, vale a pena!!!
http://super.abril.com.br/cultura/historia-mundo-6-obras-arte-629053.shtml
Muito bom, vale a pena!!!
Marcadores:
Curiosidades,
Diálogos
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O meu país - Interpretação de João de Almeida Neto
O Meu País
(Livardo Alves e Orlando Tejo da Paraíba, Gilvan Chaves de Pernambuco)
Interpretação: João de Almeida Neto do Rio Grande do Sul
Um país que crianças elimina
e não ouve o clamor dos esquecidos.
Onde nunca os humildes são ouvidos
e uma elite sem Deus é que domina.
Que permite um estupro em cada esquina
e a certeza da dúvida infeliz,
onde quem tem razão baixa a cerviz
e maltratam o negro e a mulher,
pode ser um país de quem quiser,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país onde as leis são descartáveis
por ausência de códigos corretos
com 90 milhões de analfabetos
e multidão maior de miseráveis
um país onde os homens confiáveis
não têm voz, não têm vez, nem diretriz,
mas corruptos têm voz, têm vez, têm bis
e o respaldo de um estímulo incomum
pode ser o país de qualquer um,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que os seus índios discrimina,
e a ciência e a arte não respeita,
um país que ainda morre de maleita
por atraso geral da medicina,
um país onde a escola não ensina
e o hospital não dispõe de raio-x
onde o povo da vila só é feliz
quando tem água de chuva e luz de sol
pode ser o país do futebol,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que é doente, não se cura,
quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo,
sem saber emergir da noite escura.
Um país que perdeu a compostura,
atendendo a políticos sutis,
que dividem o Brasil em mil Brasis,
para melhor assaltar de ponta-a-ponta,
pode ser um país de faz-de-conta,
mas não é, com certeza, o Meu País.
Um país que perdeu a identidade,
sepultou o idioma português
aprendeu a falar pornô e inglês,
aderindo à global vulgaridade.
Um país que não tem capacidade
de saber o que pensa e o que diz.
E não sabe curar a cicatriz
desse povo tão bom que vive mal,
pode ser o país do carnaval,
mas não, é com certeza, o Meu País.
domingo, 31 de julho de 2011
Discurso do Rei
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Mumford & Sons: White blank page
Ouvindo agora...
Letra:
Can you lie next to her and give her your heart, your heart?
As well as your body, and can you lie next to her and confess your love, your love?
As well as your folly and can you kneel before the king and say I'm clean, I'm clean
But tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?Oh tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?
A white blank page and a swelling rage, rage
You did not think when you sent me to the brink, to the brink
You desired my attention but denied my affections, my affections
So tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?Oh tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?
Heart, heart...
Lead me to the truth and I will follow you with my whole life
Oh lead me to the truth and I will follow you with my whole life
Heart, heart...
.
Mas me diga agora onde está minha culpa, em te amar com todo meu coração?
Letra:
Can you lie next to her and give her your heart, your heart?
As well as your body, and can you lie next to her and confess your love, your love?
As well as your folly and can you kneel before the king and say I'm clean, I'm clean
But tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?Oh tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?
A white blank page and a swelling rage, rage
You did not think when you sent me to the brink, to the brink
You desired my attention but denied my affections, my affections
So tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?Oh tell me now where was my fault, in loving you with my whole heart?
Heart, heart...
Lead me to the truth and I will follow you with my whole life
Oh lead me to the truth and I will follow you with my whole life
Heart, heart...
.
Mas me diga agora onde está minha culpa, em te amar com todo meu coração?
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Gêneros textuais: como o professor de língua portuguesa deve dar aula
O vídeo abaixo é da professora Lúcia Rosa. Ela é doutora e coordenadora do Curso de Letras do Unilasalle/RS:
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A Sangrenta e bárbara Festa de São Firmino - Pamplona, Espanha
A Festa, sangrenta, de São Firmino acontece em Pamplona (Espanha - país de primeiro mundo?) desde 1591, em homenagem ao padroeiro da cidade. Percebam que é uma festa com motivo religioso, imaginem se não fosse. Imaginem se fosse para comemorar alguma batalha! Bom, aí talvez a barbárie fosse ainda maior. Além do mais, em 1591 até consigo compreender que as pessoas se divertissem maltratando animais - não tinham muito o que fazer e tinham muito menos instrução e educação- mas hoje em dia? E tudo o que evoluímos de lá para cá, não serviu para nada? Não ficamos mais civilizados?
Turistas e moradores locais, durante os nove dias de "festa", saem às ruas para acompanhar os shows, PROCISSÕES (?), touradas e a "encierros", que é quando botam os bois nas ruas para correr atrás das pessoas. Obviamente que o pessoal faz de tudo para provocá-los e os bichos enfurecidos, eventualmente, chifram e matam alguns dos "foliões". Foliões, pois isso parece uma versão animalesca, brutal e estúpida de carnaval.
Apesar dos apelos de várias partes do mundo, de entidades protetoras dos animais, de protetores dos direitos humanos, pedirem o fim dessa comemoração tão bárbara e cruel, a festa de São Firmino continua acontecendo em pleno 2011. Ou seja, são 420 anos dessa cultura vergonhosa.
Dizem que cultura não se discute, se respeita. Não concordo, acho que tudo na vida é questionável. Se questiona, se verificam os motivos e se eles forem plausíveis, aceitáveis, toleráveis, se respeita, caso contrário deveriam ser revistos. Tanto assim que senão não poderíamos ir contra a cultura de sociedades machistas onde homens batem e subjulgam as mulheres, por exemplo.
Tanto a Festa de São Firmino deveria acabar, como as tradicionais touradas, que também são uma estupidez. Não sou contra matar um boi para comer. Sou contra matar qualquer animal para diversão. Sou contra até mesmo aqueles lugares em que se paga para pegar o peixe e aí, como se fôssemos bonzinhos, depois devolvêmo-los para o rio. Entretanto, para o pegarmos tivemos de enfiar-lhes anzóis, muitos acabam morrendo pela ferida e por não conseguirem alimentar-se devidamente.
Machucar, maltratar animais por diversão é tão irracional...


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/festa-de-sao-firmino-tradicao-e-risco/
Turistas e moradores locais, durante os nove dias de "festa", saem às ruas para acompanhar os shows, PROCISSÕES (?), touradas e a "encierros", que é quando botam os bois nas ruas para correr atrás das pessoas. Obviamente que o pessoal faz de tudo para provocá-los e os bichos enfurecidos, eventualmente, chifram e matam alguns dos "foliões". Foliões, pois isso parece uma versão animalesca, brutal e estúpida de carnaval.
Apesar dos apelos de várias partes do mundo, de entidades protetoras dos animais, de protetores dos direitos humanos, pedirem o fim dessa comemoração tão bárbara e cruel, a festa de São Firmino continua acontecendo em pleno 2011. Ou seja, são 420 anos dessa cultura vergonhosa.
Dizem que cultura não se discute, se respeita. Não concordo, acho que tudo na vida é questionável. Se questiona, se verificam os motivos e se eles forem plausíveis, aceitáveis, toleráveis, se respeita, caso contrário deveriam ser revistos. Tanto assim que senão não poderíamos ir contra a cultura de sociedades machistas onde homens batem e subjulgam as mulheres, por exemplo.
Tanto a Festa de São Firmino deveria acabar, como as tradicionais touradas, que também são uma estupidez. Não sou contra matar um boi para comer. Sou contra matar qualquer animal para diversão. Sou contra até mesmo aqueles lugares em que se paga para pegar o peixe e aí, como se fôssemos bonzinhos, depois devolvêmo-los para o rio. Entretanto, para o pegarmos tivemos de enfiar-lhes anzóis, muitos acabam morrendo pela ferida e por não conseguirem alimentar-se devidamente.
Machucar, maltratar animais por diversão é tão irracional...


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/festa-de-sao-firmino-tradicao-e-risco/
sábado, 9 de julho de 2011
Mumford & Sons - Little Lion Man (Bookshop Sessions)
Para quem gosta de ouvir novos sons, fica Mumford & Sons, que me foi apresentado pela minha filha...
quinta-feira, 30 de junho de 2011
História real igual ao do filme : Como se fosse a primeira vez

Todo os dias, Michelle Philpots tem que conviver com os bilhetinhos de seu marido para deixá-la a par de tudo que acontece. A britânica sofre de um caso raro de amnésia - ela nunca lembra do dia anterior, como no filme "Como se Fosse a Primeira Vez".
.
A causa do problema da britânica seriam dois acidentes de carro, em 1985 e em 1990. O caso se desenvolveu e, desde 1994, Michelle não lembra de nada o que aconteceu no dia anterior.
.
O marido mostra a Michelle, todos os dias pela manhã, fotos do álbum de casamento dos dois. Esse é o único jeito dela aceitar conversar com ele, igual ao filme. Isso é que é amor!
.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4485458-EI238,00-Mulher+acorda+sem+lembrar+do+que+fez+no+dia+anterior+desde.html
Marcadores:
Curiosidades
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Os carros são os donos das ruas?
O vídeo é um desabafo, abaixo está o meu...
*
Há pouco tempo aqui em Porto Alegre um motorista arrogante se achou no direito de passar por cima de ciclistas que estavam atravancando o seu caminho. Agora, por conta de um motorista, como muitos por aí, morre um ciclista ativista, uma dessas pessoas que anda de bicicleta por acreditar que com mais bicicletas nas ruas e menos carros, a vida em sociedade ficará melhor. Antônio Bertolucci sempre ia de bicicleta para o trabalho, apesar de poder ir com um mega carro, já que era um dos Presidentes da Lorenzetti, ia porque acreditava na importância de as pessoas usarem a bicicleta como forma de transporte, limpo, digno e social. Como ele, vários países europeus também pensam assim e, não à toa, são de primeiro mundo.
*
Engraçado, o motorista esquece que em algum momento ele também é pedestre ou pode ser um ciclista. O que temos visto são motoristas irresponsáveis achando que são os donos das ruas, e o pior é o Estado também parece pensar assim, talvez pela quantidade de impostos que receba deles, talvez porque já esteja entranhado nas pessoas que quem está dentro de um carro é um ser superior e que, portanto, merece respeito e mais privilégios do que os outros seres que estão sem o carro.
*
Aqui no Brasil temos as seguintes situações:
1 - Quem anda de carro é bem tratado e considerado uma pessoa de bem (porque se tem um carro, em tese, tem algum dinheiro, não é tão pobre);
2 - Quem anda à pé (ainda que tenha acabado de deixar o carro no estacionamento)é considerado como ser inferior em relação aos motoristas que andam blindados e protegidos em seus carros. As pessoas andantes têm menos respeito e consideração pela sociedade, pois na nossa cultura merece respeito se estiver dentro de um carro. Logo, se ela estiver passando na metade da faixa de pedestre e o sinal fechar para ela, melhor sair correndo porque os carros com toda a certeza irão passar por cima dela. Isso não foi uma piada, é realidade infeliz e cruel. Tomara que ela tenha condições físicas para correr;
3 - Quem anda de bicicleta é porque é pobre e não pode andar de carro, então, não merece respeito nenhum. Essa é a triste realidade que temos, é verdade. A pesar de na lei constar que o ciclista deve ser respeitado, ficando o motorista a um metro e meio de distância e protegendo-o, afinal, uma batida de carro pode ser mortal, o ciclista é totalmente desrespeitado. Chegam mesmo a dizer que "eles" (os ciclistas) só servem para atrapalhar o trânsito. Mais uma prova de que os motoristas se consideram donos das ruas;
4 - Os transportes públicos são de má qualidade, má não, péssima, todavia ninguém protesta. As pessoas fazem torcidas organizadas, se organizam durante um ano inteiro para festejar o carnaval, mas ninguém se organiza para protestar e exigir melhores e mais dignos transportes coletivos. No fundo, as pessoas aceitam, pois sonham em poder comprar um carrinho e sair daquele inferno, daquela situação humilhante em que muitas vezes são obrigadas a suportar.
*
Só que, se existissem mais ciclistas nas ruas, menos pessoas andando de carro e utilizando mais transportes coletivos (bons transportes, efetivos e dignos), quando precisássemos realmente usar o carro, as ruas não estariam o caos que está. Hoje o cenário é de engarrafamento o tempo inteiro, as ruas lotadas de carros, por conta disso vemos motoristas irritados, fazendo coisas absurdas, tomando atitudes imprudentes e irresponsáveis, colocando em risco a vida de várias pessoas sem sequer se dar conta do que estão fazendo, sem perceberem que podem a qualquer momento tirar a vida de alguém. Porque, afinal, ninguém acha que vão matar alguém no trânsito, o outro sim, o outro motorista que é barbeiro, que é mal-educado pode, "eu não", "comigo isso nunca vai acontecer" porque eu "dirijo bem".
*
E onde está o Estado? Temos um poder central que deveria nos garantir essa proteção. O pedestres, os ciclistas estão em constante desproteção do Estado. Até quando? Quando as autoridades irão implementar uma política de segurança a todos? Quantas pessoas mais terão de morrer nesse sistema que privilegia o carro?
Até quando vamos continuar aceitando isso?
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Explicação sobre a Lei Rouanet
Leiam a matéria e tirem suas conclusões sobre a lei Rouanet.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a3244572.xml&channel=13&tipo=1§ion=Geral
*
E um vídeo que pode ajudar a esclarescer:
http://cifude.blogspot.com/2011/03/lei-rouanet.html
*
As minhas são: Eu, enquanto estudante das Letras, Literatura e que sabe o valor da Cultura e da Arte em suas formas, digo que incentivos à Cultura são importantes. Por outro lado, se temos uma casa cheia de problemas, faltando tanto, não se compra um quadro do Picasso. Ou seja, nossa educação está um caos; a Saúde ainda é deficiente em vários pontos; não se investe em transporte público (trens, metrôs), o que temos hoje é precário e humilhante. Como podemos, então, investir tanto em um artista específico? Não está sendo investido 1, ou 2 ou 3 milhões na construção de um centro de Cultura. Não. Está sendo destinado a um, ou meia dúzia de artistas, já consagrados, diga-se de passagem, porque novos artistas não conseguem que seus projetos sejam aprovados, somente os renomados e com influências. É muito fácil uma Fernando Montenegro conseguir que seu projeto seja aprovado, ou mesmo a Maria Bethânia, ou Marisa Monte, agora, quero ver o "Zezinho da Silva" conseguir que seu projeto seja aceito. Ninguém o conhece, portanto, não será aprovado.
Esse incentivo, é um valor do imposto de renda que em vez de ir para o governo e ser redistribuído à escolas, hospitais, saneamento etc, é direcionado para um artista que conseguiu que seu projeto tenha sido aprovado. Explicando, de repente, se o Roberto Carlos resolvesse ir na Vale pedir 3 milhões para fazer um DVD, ele provavelmente ganharia. Aí, em vez de 15 milhões irem para serem investidos no Hospital da Santa Casa de Porto Alegre, por exemplo, serão apenas 12 milhões. Normalmente o valor destinado às entidades são insuficientes, imagina sendo menos do que deveria?
Vários filmes, da Xuxa, Didi, Tropa de Elite, são produzidos com o nosso dinheiro, aí depois vamos ao cinema (quem pode pagar o ingresso, é claro) e ainda pagamos para ssistir. Bom negócio!
Patrícia
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a3244572.xml&channel=13&tipo=1§ion=Geral
*
E um vídeo que pode ajudar a esclarescer:
http://cifude.blogspot.com/2011/03/lei-rouanet.html
*
As minhas são: Eu, enquanto estudante das Letras, Literatura e que sabe o valor da Cultura e da Arte em suas formas, digo que incentivos à Cultura são importantes. Por outro lado, se temos uma casa cheia de problemas, faltando tanto, não se compra um quadro do Picasso. Ou seja, nossa educação está um caos; a Saúde ainda é deficiente em vários pontos; não se investe em transporte público (trens, metrôs), o que temos hoje é precário e humilhante. Como podemos, então, investir tanto em um artista específico? Não está sendo investido 1, ou 2 ou 3 milhões na construção de um centro de Cultura. Não. Está sendo destinado a um, ou meia dúzia de artistas, já consagrados, diga-se de passagem, porque novos artistas não conseguem que seus projetos sejam aprovados, somente os renomados e com influências. É muito fácil uma Fernando Montenegro conseguir que seu projeto seja aprovado, ou mesmo a Maria Bethânia, ou Marisa Monte, agora, quero ver o "Zezinho da Silva" conseguir que seu projeto seja aceito. Ninguém o conhece, portanto, não será aprovado.
Esse incentivo, é um valor do imposto de renda que em vez de ir para o governo e ser redistribuído à escolas, hospitais, saneamento etc, é direcionado para um artista que conseguiu que seu projeto tenha sido aprovado. Explicando, de repente, se o Roberto Carlos resolvesse ir na Vale pedir 3 milhões para fazer um DVD, ele provavelmente ganharia. Aí, em vez de 15 milhões irem para serem investidos no Hospital da Santa Casa de Porto Alegre, por exemplo, serão apenas 12 milhões. Normalmente o valor destinado às entidades são insuficientes, imagina sendo menos do que deveria?
Vários filmes, da Xuxa, Didi, Tropa de Elite, são produzidos com o nosso dinheiro, aí depois vamos ao cinema (quem pode pagar o ingresso, é claro) e ainda pagamos para ssistir. Bom negócio!
Patrícia
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Retratação sobre grande dito de Lilly Bollinger
Há algum tempo, fiz um post sobre uma bela descrição de amor de uma mulher pelo champagne. Erroneamente, atribuí à Veuve Clicquot, mas na verdade, os créditos são da Madame Lilly Bollinger, também viúva de um proprietário de uma vinícola (ou champanharia)e que, como no caso da Veuve Clicquot, também continuou os negócios do marido.
Amante da champagne, Lilly descreveu a sua relação com a preciosa bebida da seguinte forma:
"Só bebo champagne quando estou feliz e quando estou triste. Às vezes a bebo quando estou sozinha. Mas com companhia, ela é obrigatória. Bebo um pouco quando não tenho apetite. E bebo quando estou com fome. Mas sob outros aspectos não toco nela, a não ser que tenha sede".
Amante da champagne, Lilly descreveu a sua relação com a preciosa bebida da seguinte forma:
"Só bebo champagne quando estou feliz e quando estou triste. Às vezes a bebo quando estou sozinha. Mas com companhia, ela é obrigatória. Bebo um pouco quando não tenho apetite. E bebo quando estou com fome. Mas sob outros aspectos não toco nela, a não ser que tenha sede".
Marcadores:
Curiosidades,
Diálogos,
Mulheres importantes
Assinar:
Postagens (Atom)


















