segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tempo


Salvador Dali - A persistência da memória (1931)
Goya -Saturno devorando seu filho(1819)

O Tempo aflige o homem de tal
forma que, acaba sendo retratado, sob as mais variadas formas e de diversas maneiras, em todos os setores da Arte. O Tempo ameaça, assusta e intriga o artista, até que ele decide expressar esse sentimento por meio da Arte, seja pela música, pintura, literatura, teatro etc. Nesse caso, as artes dialogam, ocorre um dialogismo, pois é como se as obras dialogassem, discutissem sobre o mesmo assunto, mesmo tema, mas cada um com a sua visão ou com a opinião da maioria, com o anseio da humanidade.

Pintura

Temos Saturno Devorando um Filho, de Goya: episódio mitológico e alusão ao governo absolutista de Fernando VII de 1819.


Ainda na pintura temos Salvador Dali com A persistência da memória (acima) de 1931, praticamente um século depois de Goya, Dali também questiona o Tempo.

Obviamente que existem muitos outros pintores que também pintaram o Tempo.


Literatura

Temos vários autores que trataram desse tema.


Eu fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo:
nem ele me persegue, nem eu fujo dele.
Um dia a gente se encontra...
Mario Lago

O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana

Música
Na música, me ocorreu como exemplo a música do Cazuza " O tempo não pára".
O tempo não pára
Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão
Disparo contra o solSou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não páraNão pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não páraNão pára, não, não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Que poesia! É tudo Arte, expressão.

Dali, Goya, Cazuza, Mário Lago e Mário Quintana, além de muitos outros é claro, trataram do tempo reflexivamente.

Pensemos sobre o Tempo nós também. Aproveitemos o Tempo.

Pati

2 comentários:

cibersan disse...

Patricia
esta chevere el blog...

segui posteando...

ahi te dejo para que lo cheques:

www.tumentepoderosa.blogspot.com

fer

Amilton disse...

Ótimo texto...
Amilton